Quando acabou o Culto fui cumprimentar todo mundo como de costume e logo depois fui dar o abraço de sempre na Pastora:
- Você tem que apresentar ela para seu filho, os dois são loucos para casar! - fala a Pastora para Laura, uma moça da Igreja de Bonsucesso.
- Eu apresento sim, depois vou procurar o negão! - diz Laura sorrindo para mim
- Vocês querem me matar de vergonha! - falei já com a face corada.
- Ela é linda e é daqui como aquela Pastora tinha falado para o Dericky! - diz a Railda, irmã de Laura.
Eu ri meia envergonhada e ficamos nós quatro conversando perto do Altar, quando o vi, aquele moreno que tirava a minha atenção entrar na Igreja e ir em nossa direção:
- A senhora já vai mãe? - pergunta ele para Laura.
- Dericky a Pastora queria te apresentar a Melanie, ela é da Mocidade daqui da Igreja! - fala a Laura com um tom de voz muito amável.
Eu comecei a gargalhar como uma idiota de tanta vergonha e escondi meu rosto nas costas da Railda para disfarçar.
- Muito prazer sou Dericky! fala ele me cumprimentando tentando ser gentil.
- Prazer eu sou a Melanie! - consegui falar mesmo travada de vergonha.
- Eu vou esperar vocês duas no carro! - fala ele para sua mãe e para sua tia e depois se despede de mim e da Pastora.
- Ele tá com vergonha também! - explica Railda gargalhando ao explicar a reação de seu sobrinho.
- Leva ela lá em casa depois Pastora, vou marcar um almoço para esses dois! - fala Laura
- Quando eu for para Bonsucesso vejo se levo ela comigo. - diz a Pastora num sorriso.
Nós quatro nos despedimos e Railda me puxou de canto para me passar seu número de telefone e o número de telefone de Laura, para que eu pudesse ligar para Dericky.
Eu ainda estava flutuando, acabara de ver um sonho meu em realidade. Aquele moreno que entrara na Igreja me fazendo perder os sentidos era o mesmo que a Pastora queria me apresentar e o mesmo que estava em meus sonhos num mês atrás.
Fui atrás dele, queria puxar algum assunto, queria o conhecer mais, saber dele, estava completamente desesperada para falar com ele, não queria deixar ele partir.
O vi entrando em seu carro e uma onda de timidez me embargou e fiquei paralisada ali mesmo no portão da Igreja vendo ele ir embora.

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